Assim caminha a medicina
11/08/2014

Os avanços na medicina caminham a passos de formiga, impulsionados pela vaidade dos cientistas e olhos grande dos laboratórios.

Apesar de todas as conquistas tecnológicas ao nosso dispor (smartphones, transmissões via satélite, e-readers, entre outros), para se operar o coração ainda é preciso passar pelo processo de pará-lo e fazer uma circulação sanguínea extracorpórea.

Os estudos clínicos exigem anos e alguns medicamentos chegam a demorar mais de uma década para chegar às farmácias. E, quando chegam, são tão caros que muitos não podem pagar por eles. Na velocidade que as coisas caminham hoje é difícil anunciar para o paciente que há um remédio para ele em estudo, porque afinal esse remédio só deverá estar disponível em 5 ou 10 anos.

O fato é que, em termos de tempo e avanços, ainda estamos na lenta e obscura fase medieval. Alzheimer e Parkinson, por exemplo, foram males descobertos há apenas cento e poucos anos. E os medicamentos disponíveis não fazem mais do que atrasar a progressão das referidas doenças, para desespero das famílias,

Para a gripe trivial de cada dia, sequer temos tratamento. Segue a recomendação da vovó dos três Ls, leito, liquido e lenço,  E a ressonância magnética? Que nem tem ainda cabelos brancos...

Só para se ter uma ideia, há apenas cerca de uma década, é que foi descoberto o neurohormônio hipocretina, responsável pela regulação do ciclo sono-vigília. Desta forma, só agora, elaboração de medicamentos mais eficazes para o tratamento da narcolepsia serão possíveis. Doença esta que muitos médicos, inclusive, desconhecem.

Muito me impressiona quando o Ipad 1 já está obsoleto e ainda usamos broca, ponteiro e martelo nas  cirurgias. Evidentemente, a tendência é que a medicina fique cada vez mais clínica, que comprimidos possam destruir tumores e que, talvez um dia, as pessoas saibam logo ao nascer que doenças poderão ter mais chance de desenvolver. Assim, poderão previnir-se dos eventuais futuros males.

Infelizmente, a realidade nos impulsiona a uma decisão insólita de comprar uma caixa bem grande de comprimidos para controlar pressão, diabetes, colesterol, depressão, dores crônicas e porque não, um remédio para proteger o estômago.

Por que a medicina ainda parece engatinhar? Quando a medicina caminhará com os mesmos impulsos que projetaram a era da comunicação, da informática e da digitalização?

O avanço da Medicina não pode depender da vaidade dos cientistas em estudarem as doenças que mais gostam e dos laboratórios em desenvolverem as drogas que vão obter mais lucro. Deve ser norteada por um estímulo transcontinental, coletivo e global, maior do que a força que moveu - durante a Guerra Fria - as conquistas espaciais. Com esta motivação, talvez ainda neste milênio, conseguiremos achar a cura para as doenças crônicas.

Dr. Oscar Bacelar

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