Distúrbios esquisitos do sono
25/08/2014

Distúrbios do sono: um mal ainda desconhecido

Quem nunca sonhou que estava caindo enquanto dormia e acordou assustado? Ou então ficou impressionado como aquele colega de trabalho é preguiçoso, já que ele vive cochilando pelos cantos? Essas situações, para surpresa de muita gente, podem ser consequências de distúrbios de sono, que afetam, de forma geral, 30,5% da população brasileira. A neurologista Andrea Bacelar, vice-presidente da Associação Brasileira do Sono, selecionou alguns distúrbios, bastante recorrentes, mas que muitas vezes são desconhecidos pela maioria das pessoas.

- No Brasil, não há o hábito de se procurar médicos para relatar problemas ligados ao sono. Apenas 15% das pessoas o fazem - diz Andrea.

Distúrbio do Sono REM: o sono REM é caracterizado por atonia muscular, cérebro ativo e o sonho. No distúrbio, a pessoa vivencia o sonho (bate ao sonhar que está brigando, por exemplo) já que em vez de atonia ocorre hipertonia muscular. No último congresso Sleep, que aconteceu este no nos Estados Unidos, foi confirmado que mais de 50% das pessoas que sofrem do distúrbio do sono REM vão desenvolver Parkinson nos próximos 15 anos. A principal questão que surge na comunidade médica é: o que fazer com essa informação, uma vez que ainda não existe tratamento preventivo para o Parkinson? A recomendação atual é avaliar sistematicamente esses pacientes de risco para diagnosticar o mal precocemente, além, é claro, de tratar o distúrbio do sono REM.

Insônia Paradoxal: o distúrbio se caracteriza por pessoas que se queixam de insônia, afirmando não conseguem dormir durante a noite. Contudo, quando os exames de monitoramento do sono são realizados, verifica-se que ela tem uma duração normal de sono. Ou seja, a pessoa dorme, sim, durante a noite. O que talvez aconteça é uma percepção errada do paciente sobre a duração e a qualidade do seu sono.

Narcolepsia: é um mal que passa despercebido por muitas pessoas porque seus sintomas são confundidos com características comuns. Sua principal consequência é a sonolência diurna excessiva. Há pessoas que dormem durante conversas, enquanto leem ou mesmo enquanto dirigem. A narcolepsia é crônica e o tratamento deve ser feito com estimulantes. Cochilos voluntários ao longo do dia também são indicados. As características essenciais da doença são ataques repetidos e irresistíveis de sono reparador, cataplexia (súbita perda do tônus muscular) e intrusões recorrentes de elementos do sono REM no período de transição entre o sono e a completa vigília.

Síndrome das pernas inquietas: é uma sensação incômoda nas pernas, sem dor, que provoca uma vontade irresistível de mexê-las. Os sintomas aparecem quando a pessoa está descansando e, por isso, são piores quando se está deitado e desaparecem com o movimento. Seus sintomas podem causar dificuldade para adormecer e para permanecer dormindo. Há muitos casos em que as pessoas também têm movimentos periódicos dos membros durante o sono, espécies de “puxões” que acontecem a noite toda e causam pequenos despertares que acabam por interromper o sono.

Bruxismo: é o hábito de ranger os dentes à noite enquanto se dorme. É causado por estresse, aumento da tensão emocional e fechamento inadequado da boca. Entre as consequências estão desgaste dos dentes, dor de cabeça e distúrbios da articulação mandibular, que pode sofrer estalos e travamentos.

Sexsomnia ou sexossonia: é classificada como um tipo de distúrbio de sono chamado parassonia. Nesta categoria também estão os sonâmbulos, os que apresentam sonilóquios (que falam dormindo) ou terror noturno. São pessoas que têm comportamentos anormais enquanto dormem. Estes indivíduos se envolvem em diferentes atos sexuais enquanto estão dormindo e quando acordam não se lembram de nada e se sentem até envergonhados. Os comportamentos são mais violentos e grosseiros, situações que chamam atenção dos parceiros que estranham aquela atitude diferente, forçando um ato sexual. Não deve ser confundida com sonhos eróticos. História de gemidos e masturbações agressivas durante o sono chegando a provocar ferimentos, podem ser indícios de sexossonia. Fatores predisponentes genéticos, a privação do sono, os transtornos de ansiedade e presença de apneia do sono, podem estar associados. Para diagnóstico e tratamento deve-se procurar um especialista em medicina do sono.

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