Otorrinolaringologia

Apneia do sono


Roncar é muito comum, ocorre em 30% dos indivíduos acima de 30 anos e piora progressivamente com a idade. O fato de roncar não significa ter apneia, mas é um importante sinal de alerta. 

A Síndrome de Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS), ou simplesmente apneia do sono, é um problema respiratório do sono que se caracteriza por paradas respiratórias em decorrência da obstrução das vias aéreas superiores.

As pessoas que roncam alto, têm história familiar, são obesas, têm aumento da circunferência do pescoço, hipotireoidismo, diabetes, hipertensão arterial, que apresentam anomalias anatômicas do nariz, aumento do tamanho da língua e da úvula (“campainha”), certas deformidades mandibulares (do queixo), amígdalas e adenóides volumosas e fazem uso de calmantes, álcool ou cigarro têm maior probabilidade de ter apneia do sono. 


Estes eventos ocorrem inúmeras vezes ao longo da noite causando uma fragmentação do sono e consequentemente pode ocorrer cansaço ao despertar, sonolência excessiva durante o dia, dores de cabeça, secura na boca, diminuição da concentração e do desempenho, esquecimento, alterações do humor (depressão, irritabilidade) e disfunção sexual. 


A apneia do sono pode causar hipertensão arterial. A queda de oxigênio, aumento de gás carbônico e aumento da pressão negativa intratorácica podem afetar a regulação da pressão arterial por mecanismos hormonais e de neurotransmissores. Há evidências que pacientes com apneia do sono tenham atividade aumentada da adrenalina, diminuição na sensibilidade dos receptores de pressão, aumento da resposta vascular e alteração no metabolismo do sal e água. 

Pessoas hipertensas também sofrem mais de apneia do sono. Estudos recentes sugerem que 40% dos indivíduos com hipertensão arterial sistêmica apresentam apneia do sono devido aos fatores de risco comuns como obesidade, sexo masculino e presença de ronco. 

Outras doenças como o infarto agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca congestiva, arritmias, doenças cerebrovasculares, também têm sido associadas a apneia do sono em vários estudos clínicos. A apneia do sono pode prejudicar gravemente a qualidade de vida e até causar morte súbita. Além disso, estes indivíduos têm maior probabilidade de estarem envolvidos em acidentes de trabalho e automobilísticos. 


As apneias geram quedas na oxigenação dos tecidos e, como uma forma de defesa ocorrem os microdespertares, que permitem o reestabelecimento da respiração através de um grande ronco; que é a vibração dos tecidos moles da garganta no momento da inspiração. 

Medidas de prevenção são todas as que possam corrigir os fatores de risco para apneia do sono, tais como: diminuição do peso nos adultos obesos, evitar o consumo de álcool, de tabaco e tranquilizantes próximos a hora de dormir. 

Em certos casos de apneia de grau leve ou de roncos sem apneia, aparelhos intra-orais têm se mostrado bastante eficazes. Estes dispositivos funcionam reposicionando o maxilar inferior e a língua. 

O tratamento cirúrgico mostrou-se satisfatório em 50% dos casos. Consiste na remoção do excesso de tecido mole na parte posterior da orofaringe (amígdalas, úvula, e parte do palato mole). Outros procedimentos cirúrgicos maxilo-mandibulares podem estar indicados quando há deformidades faciais. 

A terapêutica mais eficaz é o CPAP, que é um tratamento de natureza mecânica em que o indivíduo dorme com uma máscara nasal conectada a um gerador de fluxo de ar. A pressão do ar gerada evita o colapso das vias aéreas e abole completamente os distúrbios respiratórios noturnos. Pesquisas revelam que os pacientes hipertensos com apneia que trataram o problema com aparelho CPAP reduziram em 2.5 pontos a pressão arterial sistólica e 1.8 a pressão diastólica, o que demonstra que o tratamento da apneia do sono vai muito além da melhora da sonolência diurna.

A apneia do sono ainda é pouco diagnosticada pelos médicos e o não reconhecimento da doença é preocupante, devido às co-morbidades associadas e ao risco de morte súbita. O tratamento da apneia do sono altera substancialmente o prognóstico da doença, uma vez que tem efeito na gravidade da hipertensão arterial, melhora a função cardíaca e a qualidade de vida dos pacientes.
 

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