Medicina do Sono

Poucas especialidades médicas desenvolveram-se tanto, nas últimas duas décadas, quanto a Neurologia e, consequentemente, as suas subespecialidades. Nessa ordem de idéias, merecem destaque as pesquisas e o interesse, quer da classe médica, quer da população em geral, sobre as moléstias relacionadas à qualidade do sono. Os avanços, nessa questão, têm sido expressivos e dignos de nota. Não é, pois, por acaso que, atualmente, a maioria dos grandes centros dispõe de serviços em Medicina do Sono.

O sono é uma necessidade individual; função biológica básica - essencial da existência humana -, com grande importância no aprendizado e no equilíbrio emocional, entre outros. Responde pela restauração das condições neurofisiológicas e físicas normais, vale dizer, pela recuperação das funções mentais e orgânicas dos seres humanos que, com efeito, passam um terço de suas vidas dormindo. Não há como se negar a sua influência sobre as condições físicas, psicológicas e, até, sociais das pessoas. Sua privação provoca importantes alterações no ritmo biológico, na condição ambiental e em fatores orgânicos, como sonolência excessiva, dificuldade de concentração, déficit de memória, irritabilidade, fadiga física e mental, alteração de humor, manifestações psicopatológicas, neurológicas, voz lenta, aumento da sensibilidade dolorosa etc. Em razão disso, qualquer interferência na quantidade ou na qualidade do sono importará em sensíveis alterações nas atividades cotidianas dos indivíduos.

Desta forma, toda vez que se revelar alterada a capacidade de dormir ou, ainda, quando o sono se intrometer nas atividades diárias normais de uma pessoa, as respectivas causas devem ser imediatamente investigadas. Esse o propósito da Medicina do Sono.

A Medicina do Sono é ramo relativamente recente, conta com pouco mais do que duas décadas, sendo certo que o Brasil se encontra no topo do desenvolvimento da pesquisa nessa área. É multidisciplinar - abrange várias especialidades médicas - e tem por objetivo diagnosticar e tratar adequadamente os chamados "distúrbios do sono".

Estudos recentes comprovam que os distúrbios do sono têm um custo social elevado e, por isso, devem ser tratados como relevante questão de saúde pública. São mais de 70 conhecidos distúrbios (primários e secundários) do sono. Dentre os principais, podemos mencionar:

- Insônia (sintoma freqüente, chegando a atingir cerca de ½ de certas populações); - Narcolepsia; - Sonolência diurna excessiva (observado, principalmente, em pacientes com distúrbios respiratórios relacionados ao sono); - Apnéia do sono (afeta 4% da população mundial e é considerada o mais grave distúrbio do sono); - Ronco; - Parassonias: Sonambulismo, Pesadelos, Terror do sono, Bruxismo; - Epilepsia do sono; - Distúrbios de fases do sono; - Distúrbios dos movimentos rítmicos; - Distúrbios comportamentais (distúrbios depressivos, esquizofrenia, alcoolismo, dependência de drogas).

É fundamental, pois, a integração das diversas especialidades médicas, atentando-se para o fato de que os distúrbios ligados ao sono, não raro, são causa ou conseqüência de vários sinais e sintomas de moléstias relacionadas a essas áreas. A investigação do sono, portanto, deve ser prática comum em, por exemplo, Otorrinolaringologia, Pneumologia, Neurologia, Cardiologia, Endocrinologia, Psiquiatria, Clínica Médica, Medicina do Trabalho e, até, Odontologia.

Alguns dados adicionais
- Os distúrbios do sono, como vimos, causam, entre outros males, significativa redução do alerta. O Brasil é recordista mundial em acidentes de trânsito e as duas maiores causas desses acidentes são o álcool e o sono (incidência sete vezes maior quando comparada aos motoristas em geral). Comprometem, ademais, o desempenho social da pessoa, tanto na vida profissional, quanto na sexual;

- A apnéia é considerada o mais perigoso distúrbio do sono. Dados epidemiológicos estimam que a síndrome da apnéia/hipopnéia do sono obstrutiva (SAOS ) afeta cerca de 15% dos brasileiros, em recente estudo publicado. Pacientes com a síndrome clássica são geralmente homens, entre 35 e 55 anos de idade, sedentários, obesos, com história de ronco e apnéia noturna, apresentando sonolência diurna excessiva e complicações cardiovasculares. Ela pode causar hipertensão arterial e, em casos mais graves, levar à morte;

- Doenças cardiovasculares (Hipertensão arterial sistêmica, arritmias cardíacas noturnas, infarto agudo do miocárdio) podem ser o reflexo de distúrbios intrínsecos do sono. Pesquisas revelam que as pessoas que roncam morrem entre 60 e 70 anos, porque têm oximetria menor e baixo nível de saturação, o que sobrecarrega o coração;

- Pacientes DPOC ou com síndromes restritivas, com hipoventilação alveolar, dependendo da gravidade, podem se beneficiar através de uma boa titulação e uso do BIPAP nasal noturno.

- O endocrinologista pode se deparar com queixas de sonolência excessiva diurna e o estudo do sono é capaz de auxiliá-lo nas comorbidades dos distúrbios hormonais tireoidianos, do climatério (menopausa) e nos casos de obesidade mórbida;

- O refluxo gastroesofágico, sozinho, pode gerar inúmeros microdespertares, tornando o sono não reparador em qualquer faixa etária;

- Crianças com sonambulismo, apnéias do sono, bruxismo, terror noturno (parassonias em geral), e com suspeita de epilepsia noturna devem ser investigadas;

- O especialista em Medicina do Trabalho, muitas vezes, se depara com empregados com baixo rendimento, com queixas de insônia, que podem ser bastante beneficiados se analisados seus ritmos circadianos;

- Depressão, ansiedade, fibromialgia, movimentos periódicos dos membros, abusos de tranqüilizantes e álcool são distúrbios que alteram o sono de maneira significativa e se bem conduzidos podem melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Sabe-se que entre as mulheres o distúrbio mais freqüente é a insônia, o que resulta no uso e no abuso de benzodiazepínicos que causam dependência;

Conforme as recomendações da Sociedade Americana dos Distúrbios do Sono (ASDA), a POLISSONOGRAFIA é o método de escolha para o diagnóstico das alterações relacionadas ao sono e, também, para titulação de CPAP e para avaliação pré e pós-cirúrgica da apnéia obstrutiva do sono.

O nosso Laboratório de Medicina do Sono/Polissonografia - único no Rio de Janeiro credenciado pela Sociedade Brasileira do Sono -, absolutamente dentro de rigorosos padrões de qualidade e eficiência internacionais, está aparelhado para tratar de todos os distúrbios e doenças relacionadas ao sono e, desde logo, à sua disposição para maiores e mais detalhadas informações.

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