EEG com Mapeamento CerebralMARCAR EXAME

Denomina-se EEG quantitativo um conjunto de técnicas especiais de análise do eletrencefalograma, obtido em sistema de registro digital, que contenha programas computadorizados de análise do sinal elétrico e sua expressão nas formas de mapas de frequências e amplitudes, dos diversos ritmos cerebrais, nas diversas áreas de projeção do escalpo, correspondentes aos eletrodos de superfície.

Tais valores são o resultado de um processamento matemático feito através destes programas, em geral, utilizando-se de Fast Fourrier Transformer (FFT), que processam o sinal elétrico obtido na forma de ondas cerebrais que variam ao longo do tempo (através do conversor analógico-digital), decompondo-o em níveis de amplitude (bites). Estes bites são pontos de amostragem que descrevem o contorno das ondas, dando assim informações sobre a amplitude (power ou potência) para cada faixa de freqüência (espectro), demonstrados como relative spectral power (potência espectral relativa) ou absolute spectral power (potência espectral absoluta). A demonstração destas propriedades de variação em freqüência e amplitude nas diferentes áreas cerebrais, através deste método, é feita, tanto na forma de mapas de cores, pré-determinadas para diferentes valores de amplitude em cada freqüência de ritmo estudada (mapeamento cerebral), quanto na forma de gráficos de barras, tabelas numéricas, e resumo de análise espectral de todas as faixas de freqüência acumuladas em unidades definidas do tempo. Isto nos permite uma avaliação melhor quantificada de amostras do traçado que se deseja analisar, para definição de anormalidades da atividade de base (sejam por maior lentificação ou por aceleração anormal de ritmos), bem como, assimetrias focais, regionais ou hemisféricas.

Um método mais sofisticado de análise quantitativa é o estudo da coerência dos ritmos do EEG entre diferentes áreas do escalpo, sejam elas homólogas em hemisférios diferentes, ou áreas distantes no mesmo hemisfério. Estudos de coerência têm permitido avaliação mais detalhada de alterações da atividade de base que acompanham processos de comprometimento cognitivo e demências. Anormalidades lentas sutis em regiões encefálicas definidas podem também ser melhor realçadas pela análise quantitativa, objetivando as observações feitas através da análise convencional e permitindo a comparação de resultados de forma melhor quantificada, de grande aplicação na pesquisa médica. Isto tem sido aplicado, por exemplo, na avaliação do EEG em processos de alteração vascular encefálica. Por fim, os métodos de análise quantitativa permitem a avaliação automática, marcação e contagem de eventos paroxísticos anormais, ictais ou interictais (associados a epilepsia), podendo ser úteis em monitorização por vídeo-EEG.

Por fim, é fundamental ressaltar que todo o processamento quantitativo dos sinais do EEG para a elaboração de mapas e tabelas é feito com base em trechos do registro escolhidos pelo examinador, sendo necessário um profundo domínio da análise visual e convencional do registro, para que sejam selecionados trechos de destaque e úteis para avaliação da atividade de base, ou a quantificação de elementos anormais. 


Indicações: As indicações atuais dos métodos de análise quantitativa têm sido: -detecção automática de eventos em epileptologia; -avaliação da atividade de base na detecção precoce de processos de declínio cognitivo, demenciais e alterações vasculares encefálicas sutis; -análise espectral em terapia intensiva, cirurgia cardíaca e endarterectomia. Outras aplicações promissoras ainda estão mais indicadas no âmbito de pesquisa, e com aplicabilidade clínica menos definida em relação à análise convencional, como sua utilização em psiquiatria e na avaliação da síndrome do déficit de atenção e hiperatividade. 


Aspectos Referentes ao Método


O tempo mínimo de registro do EEG de rotina é de 20 minutos. Um exame de rotina, feito em âmbito de consultório, laboratório ou hospital, deve ser registrado com a utilização mínima de 22 eletrodos, 19 no escalpo, 2 como referência auricular e um eletrodo de terra. A designação e posição dos eletrodos deve obedecer ao Sistema Internacional 10-20, devendo ser utilizados todos os eletrodos deste sistema (Fp1-Fp2; F3-F4; F7-F8; Fz; Cz; Pz; C3-C4; P3-P4; T3-T4; T5-T6; O1-O2; A1-A2).

Os equipamentos para eletrencefalografia podem ser analógicos e digitais. Embora os primeiros estejam em processo de extinção, ainda existem no país diversos laboratórios que os utilizam. Desta forma, algumas condições mínimas devem ser observadas para a realização do EEG em sistemas analógicos.

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