“Que dor de cabeça! Alguém tem um analgésico?”
20/08/2014

Esta é a pergunta que se segue após a reclamação da dor. Mas os médicos alertam para os perigos da automedicação.

A cefaléia ou dor de cabeça é a razão mais frequente das queixas aos médicos em qualquer parte do mundo, chegando a alcançar mais de 150 tipos. Para o neurologista Oscar Bacelar, da clínica Carlos Bacelar, o sintoma, que atinge 90% da população mundial, por mais brando que seja, é sempre grave por ser o que mais induz à automedicação, podendo mascarar doenças importantes e até acentuar a dor. 

De acordo com Oscar Bacelar, a enxaqueca, que pode se apresentar de duas formas, é uma doença cerebral e não uma simples dor. Ela é uma herança genética que causa um distúrbio neuroquímico no cérebro levando a dilatação das artérias da meninge - terminação neuronal periférica da membrana que envolve o cérebro. 

- A enxaqueca, ou migrânea sem aura é uma cefaléia recorrente que se manifesta por crises com duração de quatro a 72 horas. Ela se caracteriza por localização unilateral pulsátil (latejante), de moderada ou forte intensidade, e se associa à náusea, fotofobia e fonofobia (intolerância à luz e ao barulho) e se agrava com a prática de atividades físicas rotineiras. Já a enxaqueca com aura se manifesta por sintomas neurológicos que precedem às crises de dor, tais como sintomas visuais reversíveis (pontos brilhantes, perda da visão, borramento visual, manchas ou linhas), sintomas sensitivos reversíveis (pontada, agulhada ou dormência) ou alteração na fala reversível e, geralmente, evoluindo de forma gradual e durando menos de 60 minutos -, explica o neurologista.

Alguns estímulos são capazes de determinar o surgimento de uma crise de enxaqueca em pessoas com predisposição. Os fatores desencadeantes variam de acordo com o paciente, mas entre eles pode-se destacar o estresse, a ingestão de alimentos como queijos amarelos, frutas cítricas, enlatados, frituras, chocolates, café, chá, refrigerantes à base de cola, vinhos tinto, cervejas e destilados. 

- O sono prolongado ou a privação do sono, jejum prolongado, traumas cranianos, uso de medicamentos vasodilatadores, exposição a ruídos altos, odores fortes ou temperaturas elevadas, alterações climáticas, exercícios intensos e menstruação também são fatores a serem considerados”-, comenta Oscar.

Para tratar a enxaqueca, o neurologista diz serem muito importante a orientação e educação do paciente em relação à doença, bem como prevenção das crises e o tratamento específico quando a pessoa apresenta os episódios de dor. 

- Se algum desses itens faltarem na primeira consulta, o paciente tende a ter uma resposta falha ou incompleta ao tratamento proposto. A prevenção pode levar de quatro a seis semanas para começar a funcionar e deve ser feito com o objetivo fundamental de reduzir a freqüência e a intensidade das crises. Portanto, opta-se por realizar a prevenção das crises basicamente se o paciente tem uma freqüência de dor maior que duas a três vezes por mês, ou se a dor, independente da freqüência, tem um caráter incapacitante que justifique a utilização da prevenção – explica Bacelar.

A enxaqueca é uma doença que necessita de tratamentos específicos para que haja a redução ou fim das crises. Para isso a medicação deve estar adequada à intensidade das dores e a freqüência do uso de antiinflamatórios esteja limitada, a fim de se evitar o desenvolvimento da cefaléia crônica diária por abuso de medicação.

- A pessoa que toma analgésico ou faz medicação inadequada, de modo irregular, pode transformar a dor de cabeça em cefaléia crônica diária. É o caso das pessoas que têm dores todos os dias, procuraram os especialistas, fazem uso de vários recursos e mesmo assim continuam com a dor – explica Oscar.

O neurologista também diz que é importante que o médico esteja atento às outras doenças associadas, e que o paciente seja devidamente instruído em relação ao seu tratamento para que se sinta estimulado a cumpri-lo e evite os fatores que podem desencadear as crises.

 

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